segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Silêncio


Não é possível que alguém ainda não tenha inventado um caminhão de lixo mais silencioso.
Será que é só na minha rua que ele faz esse barulho todo e insiste em acordar a minha filha todo santo dia?
Sem mais no momento.
Ah, isso foi apenas um desespero súbito. Já estou ótima de novo, tá?

Tempo


Tempo
Há muito tempo procurava ter mais tempo. Nunca achava, e nunca me conformava. Na adolescência escolhi ser publicitária e ninguém me avisou que isso ia levar quase todo meu tempo.  Alguns anos depois, escolhi ser mãe. E isso levou o pouco que sobrava do meu tempo. E assim fui vivendo, sempre procurando tempo pra ser mãe por mais tempo.
Até que um dia resolvi matar a pulga que vivia atrás da minha orelha e pedi demissão da agência de publicidade onde trabalhava.
E há mais ou menos uns 2 meses eu tenho muito tempo pra ser mãe. Por enquanto, praticamente só pra isso mesmo. Mas de só não tem nada.
Pra quem vive esse dilema e tem o mínimo de condição financeira e psicológica pra se sustentar, eu recomendo. Ah,  precisa de um pouco de inconseqüência também, eu sei.
Pedido de demissão impulsionado em grande parte pelo texto abaixo, de Márcia de Luca, encontrado na Revista Gol.

Nunca se tornar uma mulher desesperada



Procure o que quiser, mas não se esqueça de procurar nunca se tornar uma mulher desesperada!

Eu me desespero muito, toda hora. Mas jamais serei uma mulher desesperada. É que entre um desespero e outro (muitas vezes até durante), eu me divirto bastante.

Essa coisa de mulher o tempo todo controlada, equilibrada, ponderada, que não fala palavrão, não amassa a roupa e não se descabela, não me convence. Daí pra chatice é um passo.

Mas tem que saber a hora de parar né gente? Senão, olha a chatice batendo a sua porta de novo.

Post inspirado no excelente fuckyouverymuch.dk.